Tia Lili é um anjo na terra. Ela é uma mistura de avó, mãe, amiga, tia, prima e tudo de bom que Deus nos dá para vivermos mais felizes aqui na terra.

Dizem que, quando a sua mãe, a Tatá, estava grávida, foi fazer o ultrassom para ver se estava tudo bem com o bebê. A vovó Tatá queria muito que fosse uma menina e nos exames anteriores não foi possível ver o sexo da criança.  Mas, naquele dia, Tatá, além de descobrir que esperava uma linda garota, durante o exame, a filhotinha deu tchau para sua mamãe, ficando registrado na tela o carinho e o amor que a criança já sentia pela mãe e por todos que estariam ao seu lado.

Quando acabou o exame, vovó Tatá, o pai da tia Lili e o médico estavam chorando. Todo mundo ficou muito emocionado com o carisma da criança ainda no ventre da mãe.

Até hoje, a tia Lili é muito especial. A casa dela é uma verdadeira colônia de férias. A primaiada se reúne em janeiro, julho e sempre que dá, para brincar, ir para a pracinha, tomar sorvete, fazer festa junina. Quanta gente aprendeu a andar de bicicleta nas férias nessas temporadas.

No quintal, a tia Lili fez uma casinha de boneca. Que delícia! A gente brincava o dia todo. E, também aprendíamos sobre negócios. Reuníamos os primos e fazíamos chupe-chupe, pulseiras, colares e anéis para vender. Quase ficamos ricos!

Até primos dos primos gostam de frequentar a casa da tia Lili, vindo gente de longe para desfrutar da companhia daquele pequeno ser de pura bondade.

No almoço, havia uns dez pratos de comida diferentes, pois cada um tinha uma preferência e tia Lili fazia questão de agradar a todos, cozinhando aquele banquete.

De vez em quando, lógico, saíam umas brigas, mas nada que a tia Lili não resolvesse num minuto, acabando com um abraço entre os litigantes.

Certa vez, a Layka, a cadelinha que morou com meus humanos antes de mim, resolveu engolir o Dr. Babá.

Foi uma briga feia! Estávamos brincando no quintal numa manhã de julho, enquanto tia Lili fazia o almoço. Conversávamos sobre os humanos, quando o Dr. Babá disse que pão de queijo é comida de humano e que os animais não deviam experimentar para não correrem o risco de ficarem como eles, sem um raciocínio equilibrado e estável.

Pra quê?

A Layka entendeu como uma crítica. Pior! Achou que o Dr. Babá estava proibindo que ela consumisse o quitute. Começaram a se desentender e a Layka partiu para o ataque. Claro que o Dr. Babá é menor que a cadela e, de imediato, foi parar direto na boca da cadela irada.

Não fosse o grito apavorado da tia Lili na janela! Layka, pára de babar. Quer dizer, não engula a babá. Quer dizer, solta o Dr. Babá!!!

Tia Lili estava tão assustada com a cena que não conseguia pronunciar corretamente a frase. Mas, por sorte, a fera conseguiu apenas arrancar algumas das penas do pássaro, que ficou emburrado pelo resto do dia.

Mas, a danada da Layka nem se alterou. Pouco depois, tia Lili chamou para almoçar. A gulosa foi lá comeu seu prato e também o do Dr. Babá que, naquele dia, não quis comer.

Hoje, rimos da história, inclusive o Dr. Babá que lembra com saudades da nossa querida Layka.

Viva a tia Lili!!!

 

 

Fred
                        

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